PROPOSTA
DE AJUSTES NO PLANO DE CUSTEIO E BENEFÍCIOS DO PLANO PETROS DO SISTEMA
PETROBRAS (PPSP) VISANDO ELIMINAR O PED ASSASSINO E UM NOVO PLANO DO TIPO CD
A
experiência obtida no contato direto com os nossos colegas e companheiros na
luta para encontrarmos juntos uma alternativa possível para o Equacionamento do
PPSP, de forma racional, tecnicamente e juridicamente viável, durante os cinco
eventos realizados em Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e
Campinas, nos leva a tentar eliminar algumas dúvidas ainda existentes, em face de
uma possível falha minha na comunicação.
1.-
O que se pretende como objetivo único com a apresentação para o debate de um
modelo de PPSP, com alterações em seu Plano de Custeio e de Benefícios, umas
por prazo indeterminado e outras com prazo estabelecido, é a salvação do Plano
Petros de Benefícios Definidos, hoje o PPSP, condenado à extinção pela
Petrobras e demais patrocinadoras a ela obedientes.
2.-
Condenado à extinção mesmo com a implantação de um Grupo de Trabalho pela
Petrobras, composto de representantes da Petrobras e da Petros, um lado, e de
outro representantes das Federações de Sindipetros – FUP e FNP e a FNTTAA dos
sindicatos dos petroleiros marítimos, com o “objetivo de fachada” de melhorar
as condições perversas do PED implantado e analisar a viabilidade do PPSP. “Objetivo
de fachada” porque os representantes das patrocinadoras buscaram demonstrar a
inviabilidade da manutenção do PPSP e indicaram como solução a criação de um
novo Plano do tipo CD.
3.-
O mais curioso é que se propõe a criação de um Plano CD “puro” (de contribuição
definida e benefício indefinido) que, sabemos, se enquadra mais como um modelo
financeiro, longe até do Plano Petros 2 do tipo CV (contribuição variável com
contribuição definida na fase de capitação e de benefício definido após a
concessão), mas com a ausência dos participantes e assistidos denominados
Pré-70 que se propõe que permaneçam no PPSP submetido ao PED porque afirmam que
bancam o custeio extra para o PED.
4.-
Então, a Petrobras considera o PPSP viável para uns (Pré-70), porque a ela vai
honrar seus compromissos, e inviável para os outros (Pós-70), porque há muito
não cumpre seus compromissos assumidos em 1984/85, quando introduziu no seu
Contrato de Adesão (o Regulamento do PPSP) com os participantes e assistidos o
então inciso X do artigo 48, agora inciso IX do mesmo artigo.
5.-
Os representantes dos trabalhadores e assistidos no GT Petrobras, indicados pelas
Federações, concluíram, depois de mais de 9 meses de trabalho conjunto com a
representação das patrocinadoras, demonstraram que o PPSP é viável e,
para demonstrar, apresentaram uma modelagem capaz de reduzir o passivo e elevar
o ativo, com ingresso de dinheiro novo, de forma a eliminar totalmente o PED
implantado.
6,-
Só foi possível apresentar tal nova modelagem do PPSP depois que os componentes
do constituído Fórum em Defesa da Petros – FNP, FUP,FNTTAA, FENASPE e outras
entidades como AMBEP e GDPAPE, conseguiram chegar ao formato do PPSP tirado por
consenso.
7.-
Surpreendentemente, a patrocinadora do PPSP Petrobras, sem que o GT tenha concluído
seus trabalhos, endereçou correspondência assinada por dois de seus diretores,
solicitando à Petros a criação de um novo Plano CD a ser oferecido apenas aos
Pós-70, contendo, no rol de premissas, que não haverá contribuição das
patrocinadoras após a concessão dos benefícios para os migrantes ainda na ativa
e nem para os assistidos que migrarem para este Novo Plano CD.
8.-
Diante disso, todo o trabalho técnico que os representantes dos trabalhadores
haviam realizado, e cujo resultado foi a proposta de uma modelagem nova
salvando com todos os direitos garantidos no PPSP, precisou ser revisto para ser
oferecido, também somente para os Pós-70 (Repactuantes e Não repactuantes) na
qual deixa de existir a cisão ora existente em PPSP R e PPSP NR.
9.-
Desta forma, os Pré-70 se manteriam como quer a Petrobras no atual PPSP com
PED, acreditando que a Petrobras vai garantir os recursos suficientes para
bancar as suas contribuições extras para o PED atual e os que se sucederão,
porque o PPSP continua com déficit crescente, até o término do seu compromisso
que acaba em 2028, como consta dos Termos do Acordo firmado nos Autos da Ação
Civil Pública em 2008. Então, o que vai acontecer de 2028 até 2036, quando o
PED termina, ninguém sabe e muito menos os próprios Pré-70 que estão atualmente
na zona de conforto vendo os demais participantes e assistidos sofrendo os
efeitos do PED, os que não estão cobertos por liminares, os que tiveram
liminares cassadas e os que estão de forma totalmente provisória sob os efeitos
de liminares que impede que a Petros desconte a contribuição extra impagável.
10.
A apresentação que fizemos em São Paulo e em Campinas foi diferente da que
fizemos em Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre, porque já contemplou a nova
proposta e as diferenças relativas à proposta anterior na qual havíamos considerado
como possível a adesão dos Pré-70.
11.-
O que não mudou, foi:
a)
Em hipótese alguma, serão abandonadas as ações existentes cobrando as dívidas
das patrocinadoras, como, por exemplo, os restantes R$ 12 bilhões, valor
contábil em 2017 do que consta do acordo parcial (a outra metade) firmado em 2008 sem a concordância de dois
dos Sindipetros autores, ora componentes da FNP; as ações com outros
tipos de cobranças judiciais realizadas pela FENASPE e suas afiliadas APAPE e
AEPET; e a responsabilidade de passivo atuarial a ser comprovado por perícia
judicial proposta em ações impetradas para eliminar o PED e as cobranças de
contribuições extas. Ou seja: as responsabilidades das patrocinadoras
decorrentes da aplicação não realizada do inciso IX do artigo 48.
b)
Os participantes e assistidos terão mantidas todas garantias dos direitos
contratados porque o Regulamento proposto é o mesmo ao anterior à cisão, com
direitos contratados por Repactuantes e Não Repactuantes.
12.O
que muda:
a)
o Plano de Custeio com aumento de contribuições normais, agora, também para pensionistas
e de complementos extras referentes ao Abono Anual (13º Salário) e Pecúlio.
b)
o ajuste pela aplicação de deflator, por período definido de cinco anos, das
correções anuais dos benefícios em manutenção e a serem concedidos a
participantes quando da concessão futura.
13.-
Como condição previamente estabelecida, considerar na formulação da proposta
definitiva, e a ser incluída como condição expressa no Novo Regulamento, que
todas as condições de custeio e benefício sejam revistas sempre que o PPSP
equilibrado apresentar superávit e, de acordo com a legislação, possam ser
alteradas para melhor atender aos interesses dos participantes e assistidos.
14.-
A proposta da nova modelagem que mantenha a vigência do PPSP, agora apenas para
os Pós-70, não se baseia apenas em projeções financeiras, mas em simulações
executadas por atuários e com validade jurídica pelos advogados que assessoram
os técnicos na realização do modelo exposto nas apresentações.
A
conclusão é uma só: a Petrobras não deseja mais patrocinar o PPSP, por que o
PED implantado já está superado, mesmo se todos estivessem pagando e por que o
déficit progressivo vai gerar novos PEDs. Vai usar de os seus recursos para
patrocinar apenas o Petros 3, acabando com PPSP dos Pós-70 e com o Petros 2.
Finalmente,
a única forma de enfrentamento é a adoção de todos os Pós-70 à nova modelagem
do PPSP e, com essa atitude de UNIDADE da Categoria, todo esforço
administrativo e político será deflagrado pelas Entidades Representativas de
Participantes e Assistidos para fazer valer o direito contratado, por ser
viável técnica e juridicamente, eliminando totalmente o PED assassino e seus
filhotes.
Paulo
Brandão
Diretor
da APAPE
Conselheiro
Fiscal da Petros eleito pelos participantes e assistidos
NOVOS ESCLARECIMENTOS
O
Assessor Jurídico da APAPE , César Vergara de Almeida Martins Costa, estará no
Rio, no próximo dia 26, para
atualizar informações sobre a decisão da 13ª Câmara Cível do Tribunal de
Justiça, que determinou a redução das contribuições e o fim da limitação
territorial.
No Rio, o
encontro ocorrerá, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que
está localizado na Rua Araújo Porto Alegre, 71 / 9º andar, no Centro do Rio de
Janeiro, com início às 14 horas.
No dia 28
será a vez dos participantes e assistidos de Porto Alegre. O encontro será
realizado no Clube do Comércio (Salão dos Espelhos), situado na Rua dos
Andradas, 1085, 4º andar, Centro, Porto Alegre – RS, com início às 14 horas.
Vergara
esclarecerá, minuciosamente, os efeitos da decisão proferida pelo Tribunal de
Justiça e como deverá ocorrer a execução a nível nacional.
A Diretoria da APAPE
www.apape.org.br
Prezado Paulo Brandão. Boa noite. Por um acaso eu estou Pré-70 enquanto deixarem. Vale lembrar que você já foi ou é do grupo Pré-70 e não se expressava nessa ocasião dessa forma indelicada com os Pré-70. Até mesmo você já disse em das suas apresentações no Sindipetro-RJ para os Pré-70 rezarem pra morrer antes de 2028. É lamentável. Quero dizer que faço parte da sua indignação e participo da luta contra essa injusta cobrança do Ped. Para concluir não me sinto, como Pré-70, em nenhuma zona de conforto como você diz no seu texto. Um abraço.
ResponderExcluirNa realidade a justiça deveria confiscar os bens dos gestores da petros e de quem fez o rombo na petros , inclusive obrigando a petrobras pagar o aue deve a seguradora akgo em torno de 18 bilhoes de reais pois a petrobras nunca teve prejuizo algum, os balancos foram todos manipulados para divulgando um prejuizo inexistente para o governo poder preoarar a venda da empresa.
ResponderExcluirNa realidade a justiça deveria confiscar os bens dos gestores da petros e de quem fez o rombo na petros , inclusive obrigando a petrobras pagar o aue deve a seguradora akgo em torno de 18 bilhoes de reais pois a petrobras nunca teve prejuizo algum, os balancos foram todos manipulados para divulgando um prejuizo inexistente para o governo poder preoarar a venda da empresa.
ResponderExcluirExcelente texto. Não é perfeito como tudo na vida , mas , concordo com 95% do que está escrito.
ResponderExcluirTemos tantas divisões, tantas perdas indibiduais, tantos intetesses subjetivos, outros, que quando mecr c o bolso, dificilmente tefemos um consenso, seja PPSP, NR e R, cisão ou não, quem está sendo descontado desde o início do PED e nãp, devoluçãp ou pagamentos de quem está sendo desvontado, eyc... só sei já estamos ferrados, pelo menos os descontados, e nenhuma arapuca empurrará guela abaixo, como foi a mentirosa Repactuação, com o novo governo só espero que seja feito uma desvassa, e coloque quem deve na cela, com devolução dos desvios...
ResponderExcluirO que está em jogo é a PETROS.
ResponderExcluirAmigo Celso, o que está em jogo, além da instituição Petros a sua aposentadoria, você, a sua família. Lembre-se que você confiou no gerenciamento do seu dinheiro a Petros. Infelizmente algo saiu errado e hoje estamos nessa situação. Se você estivesse investido na poupança, hoje você estaria mais confortável!!!
ExcluirTem que ser feito uma varredura completa e verificar para onde foi esses valores tão absurdo e cobrar dos responsaveis pelo rombo!!! Pq foi muita grana em jogo!!!
ResponderExcluirLamentamos que a Petros esteja nessa situação por ingerência e falta de transparência para com os assistidos, em nos manter informados dos extratos se possível mensalmente. Para se ter uma ideia se depositássemos r$ 300,00 numa poupança com rendimentos de 0,6 % mês, teríamos em 30 anos algo em torno de R $ 1.048.000,00 ( um milhão e quarenta e oito mil reais). Ao passo que pagamos muito Mais a Petros mensalmente e hoje além de não sabermos o saldo. Vem essa história de prejuízo e ainda temos que pagar por isso!! Abraços a todos
ResponderExcluirQuem está aposentado recebendo benefício, está descontando para o PPSP, cerca de 38%, quando somadas as contribuições normal e extraordinária. Pela paridade constitucional, esse percentual dobra pela obrigatoriedade da Patrocinadora acompanhar igualitariamente o desconto aplicado ao beneficiário, elevando a contribuição total para cerca de 72% do valor do benefício. Ora, pelo balanço da PETROS, o déficit corresponde à metade desse percentual !!! Isso significa que estamos pagando o dobro do que deverīamos. Será que a simplicidade desta aritmética não pode ser apresentada como argumento juridico ???
ResponderExcluirQuem está aposentado recebendo benefício, desconta para o PPSP, cerca de 38%, quando somadas as contribuições normal e extraordinária. Pela paridade constitucional, esse percentual dobra pela obrigatoriedade da Patrocinadora acompanhar igualitariamente o desconto aplicado ao beneficiário, elevando a contribuição total para cerca de 72% do valor do benefício. Ora, pelo balanço da PETROS, o déficit corresponde à metade desse percentual !!! Isso significa que estamos pagando o dobro do que deverīamos. Será que a simplicidade desta aritmética não pode ser apresentada como argumento juridico ???
ResponderExcluirA pergunta que faço ao Brandão. Quando a proposta será apresentada a Petrobras? Até o presente momento o GT se reúne. Quando teremos esse assunto ser apresentado em definitivo ?
ResponderExcluirNo meu modesto entendimento, a paridade contributiva é constitucional. Então, no limite, se o déficit da PETROS for de 100%, a PETROS acaba e as Patrocinadoras terão de bancar 50% do benefício. Como hoje, já estamos recebendo quase a metade do que deveríamos, não vejo muita diferença entre trocar seis por meia dúzia e ainda correr o risco de nem sequer ter direito aos 50%. Na minha modesta opinião vale mais um pássaro na mão do que dois voando, seja até 2038 ou depois disso ...
ResponderExcluirConfesso ser muito difícil tentar explicar algo para quem não quer entender. Mas, vamos lá: o primeiro passo é diferenciar débito de déficit; o que precisa ser feito foi implementado pela PETROS no atual PED, foi tentar resolver o problema do déficit da seguinte forma - equilibrar “as despesas com as receitas”, reduzindo os benefícios (despesa) e aportando dinheiro novo (receita) vindo das Patrocinadoras. Ocorram três desvios: o primeiro foi a rateio, ilegal e maldoso, passando a conta de maneira desproporcional entre os participantes (Assistido e Ativos); o segundo – foi o resíduo deficitário; e o terceiro foi a rentabilidade do fundo que não consegue atingir a percentual requerido pelo PPSP.
ResponderExcluirA atual proposta dos nossos representantes não faz o menor sentido, pois a profunda o déficit, aumenta o desequilíbrio entre receita e despesa, entendendo tratar-se de um débito para o qual pretende pagar parceladamente. As teses jurídicas principais não foram enfrentas e são duas: a primeira é o rateio ilegal e desleal entre participantes aniquilando a responsabilidade sobre a paridade por individuo (não se trata de um contrato coletivo, foram assinados individualmente) e a segunda é a redução contábil dos benefícios, travestida de pagamento de débito, sobre o qual não incide IRPF.
Vejo todos falando dos planos que já estão com problemas financeiros e não se fala do PPS2. Vamos esperar chegarmos proximo da aposentaria do pessoal do PPS2 para ver que o fundo foi usado para fins políticos e apropriações indevidas que nunca serão ressarcidas?
ResponderExcluirMinha sugestão é que o PPS2 seja portabilizado pasta instituições financeiras a critério do funcionário (assim como se faz com a conta salário) e a Petrobras deposita a parte dela. Não precisaria existir uma estrutura inchada de funcionários da Petros muito mesnos ingerência politica no nosso dinheiro ... olha que beleza?!
Porque ninguém fala dessa proposta? O que acham? Talvez porque os cobertos pelo PPS2 não estejam preocupados porque está longe da aposentaria!