domingo, 11 de junho de 2017

O Conselho Fiscal Fiscaliza o que a Diretoria executa

Um artigo de Paulo Brandão*

A função do Conselho Fiscal é fiscalizar se as determinações do Conselho Deliberativo são executadas de acordo com o que foi decidido e na forma correta.
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Pelo Link abaixo é possível conhecer o Parecer do Conselho Fiscal assinado em março de 2011, corresponde a análise feita pelos Conselheiros Fiscais das Demonstrações Contábeis e gestão da Petros referentes ao ano de 2010.
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O Parecer  foi assinado e encaminhado ao Conselho Deliberativo em março de 2011, mas refere-se à fiscalização do que ocorreu em 2010.
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Foi em 2010 que o Conselho Deliberativo aprovou a compra de ações da ITAUSA com vistas a ter um assento no Conselho de Administração da empresa e o Conselho Fiscal, responsável pela fiscalização da execução da operação realizada pela Diretoria Executiva, não viu nenhuma irregularidade,  considerando apenas como apontamento necessário a operação constante no item "8" do parecer correspondente ao investimento no Banco Panamericano..
"8 – Investimentos no Banco Panamericano
Foram investidos cerca de R$ 150 milhões em CDB e mais de R$ 300 milhões em
FDIC. Pelo que se viu nos jornais foi um investimento de altíssimo risco, temerário, pois o Banco teve um rombo de 4,3 bilhões para um patrimônio de apenas R$ 190 milhões. Segundo a Diretoria da Petros, os CDB’s, que venceram em janeiro, não foram renovados, mas os FDIC’s terão que ser extintos gradativamente de modo a não impactar negativamente o mercado."

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Conclusão:
1) Os Conselheiros Fiscais, três meses depois da aprovação da compra das ações da ITAUSA pelos Conselheiros Deliberativos , por unanimidade, não viram nenhuma  irregularidade.
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2) Cabe ser observado que quem assina o Parecer do Conselho Fiscal é justamente o Conselheiro Sergio Salgado que acusa os Conselheiros Deliberativos eleitos por terem aprovado a compra com "irregularidade".
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Cabe registrar que a PREVIC anos depois, quando analisou a execução da compra pela Petros das ações da ITAUSA notificou apenas o presidente da Diretoria Executiva e não os Conselheiros Deliberativos que aprovaram a proposta da compra feita e instruída pela mesma Diretoria.
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Vejam na íntegra a Ata e o Parecer do Conselho Fiscal pelo link 2010 CF 013 2011 Parecer Anual DC 2010.pdf
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* Paulo Brandão é Conselheiro Fiscal suplente, eleito pelos participantes e assistidos da Petros

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