Os Conselheiros eleitos da Petros estiveram presentes no
Congresso Nacional dos Petroleiros da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)
que ocorreu nos dias 15, 16 e 17 de agosto em São José dos Campos. Paulo
Teixeira Brandão, Agnelson Camilo, Ronaldo Tedesco e Marcos André
apresentaram uma palestra sobre a atual situação da Petros aos delegados
do Congresso. Os conselheiros Fernando Siqueira, Epaminondas Mendes e Emídio Rebelo Filho estiveram
ausentes por compromissos anteriormente assumidos. Silvio Sinedino não pode comparecer
devido a um problema de saúde.
O Diretor da Fenaspe, da Aepet e Conselheiro Deliberativo da
Petros, Paulo Brandão, participou da reunião com advogados da FNP e dos
Sindipetros que a compõe, fazendo exposição sobre ações em curso impetradas
pela Fenaspe, Aepet e demais afiliadas da Fenaspe, inclusive as que serão
promovidas em breve. Na reunião, Ronaldo Tedesco, conselheiro fiscal também
participou e foram acertadas as estratégias comuns sobre as próximas ações,
inclusive as que serão impetradas em conjunto.
Na Plenária, em painel conjunto com os demais conselheiros, Paulo Brandão expôs sobre a situação das projeções dos investimentos e cobertura dos compromissos da Petros, considerando o histórico dessa relação no período relativo aos 44 anos da existência do Plano Petros do Sistema Petrobras.
Falou sobre as consequências previstas na atual legislação, quando de forma repetitiva a relação entre desequilíbrio atuarial e provisões constituídas superar o percentual estabelecido atualmente em 15%, o que não tem acontecido na Petros na última década e que o fluxo de caixa projetado para os próximos 30 anos indica que não deverá ocorrer ausência de caixa para que se mantenha a regularidade dos pagamentos dos direitos dos participantes e assistidos, "rigorosamente em dia", como historicamente tem ocorrido. Lembrou, com relação aos Pré-70, a existência de compromisso expresso assinado pela Petrobras (com o óbvio aval da União Federal) que se soma aos estabelecidos no Regulamento do Plano Petros do Sistema Petrobras, garantindo a todos do grupo e a seus dependentes os direitos adquiridos, sejam repactuados e não repactuados.
Embora hajam projeções de sustentabilidades, acompanhou afirmação do Conselheiro Tedesco, no que concerne a necessidade de se manter vigilância constante sobre a administração do patrimônio capitalizado pertencente aos participantes e assistidos, pois da mesma forma como ultimamente tem acontecido na Petrobras, algumas aplicações feitas pela direção da Petros não tem apresentado os resultados esperados e as garantias oferecidas colocadas em cobrança judicial.
Paulo Brandão lembrou que as entidades representativas de petroleiros que apoiam as indicações do CDPP e elegem Conselheiros, os abandonam pois não organizam, o que há anos, inclusive em vários Congressos da FNP e da FENASPE é tirado como necessário, ou seja: calendário anual comum para que os Conselheiros prestem contas de seus mandatos nas bases, para que os companheiros cobrem e conheçam o trabalho que é realizado pelos conselheiros em cumprimentos dos seus compromissos inerentes a seus mandatos. Ponderou que seja efetivamente isso realizado, bem como o que o Conselheiro Tedesco iniciou ao organizar eventos promovidos, inclusive, em ocasiões como essa, até com apoio da própria Petros, de palestras-aulas, através dais quais os interessados poderão adquirir conhecimentos sobre Fundos de Pensão e possam se habilitar nas próximas eleições para os Conselhos, para a Diretoria e Comitês Gestores.
Em breves palavras, apresentou sugestões para as negociações do próximo ACT, enfatizando a necessidade de reforçar a exigência de comprimento da Constituição Federal, no que estabelece a obrigatoriedade da gestão paritária entre participantes, assistidos e patrocinadoras na administração da Petros, com a eleição pelos donos do patrimônio para membros da Diretoria Executiva, o que não depende da alteração do Estatuto da Fundação, mas que a Petrobras está impedindo que isso ocorra, inclusive procrastinando a homologação das alterações aprovadas por unanimidade pelo Conselho Deliberativo da Petros desde 2011; bem como da implantação paritária, composto com eleição de membros pelos participantes e assistidos, de Comitê Gestor para o Plano BD e outro para o Plano Petros 2, como já estabelece o atual Estatuto.
Paulo Brandão participou, também, de grupo de trabalho que elaborou propostas para compor o pleito da FNP na próxima negociação do ACT. No que concerne aos pleitos dos aposentados e pensionistas, fez sugestão, entre outras, de acréscimos de redação na proposta histórica que foi aprovada por unanimidade pelos componentes do grupo de trabalho e homologadas, igualmente por unanimidade, pela Plenária no encerramento do Congresso.
A Plenária do Congresso aprovou, também, data para realização de seminário a ser organizado em conjunto pela FNP e Fenaspe, para tratar entre outros assuntos de estratégias e táticas de ações para mobilização da categoria de forma a conquistar a real paridade na gestão da Petros e eliminar a atual gestão hegemônica exercida pela Petrobras, com base no poder ilimitado dado ao presidente do Conselho Deliberativo, indicado pela Petrobras, e pela ausência de membros da Diretoria Executiva eleitos pelos participantes e assistidos; assim como a existência de diretores não petroleiros que, apesar de profissionais competentes, não têm nenhum compromisso com o Plano e nem com a categoria proprietária do patrimônio capitalizado e dos créditos decorrentes das dívidas das patrocinadoras, das escrituradas e das ainda não escrituradas, não cobradas como deveriam ser.
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