Prezados
Participantes e Assistidos dos Planos Petros do Sistema Petrobras –
REPACTUANTES e NÃO REPACTUANTES
A
existência de muita desinformação rolando pelas redes sociais nos leva a esclarecer
aos associados da APAPE o que realmente ocorre nas reuniões abertas do Fórum em
Defesa da Petros, assim como seus reflexos nos trabalhos técnicos realizados
pelos membros do Grupo de Trabalho - GT Petrobras.
O GT
Petrobras foi criado pela Petrobras, como consequência de negociações derivadas
de Acordo Coletivo de Trabalho – ACT, entre Sindicatos de Petroleiros (Terra e
Mar) e a Companhia Holding do Sistema Petrobras, principal patrocinadora dos
PPSPs, com o objetivo de analisar a viabilidade dos Planos na modalidade de Benefício
Definido ou, em caso de conclusão pela sua inviabilidade, qual a solução.
O que
motivou a Diretoria da principal patrocinadora foram os reflexos negativos
junto aos participantes, seus empregados e junto aos assistidos, seus
ex-empregados, do valor insuportável da maioria das contribuições extras para
cobrir os futuros efeitos do déficit técnico acumulado de 2015 a 2017.
A
reação da categoria foi imediata e FENASPE e afiliadas, entre as quais a APAPE
e a AEPET, promoveram eventos em conjunto com a FNP e os Sindpetros que a
compõem, na OAB RJ ao qual compareceram, como convidados, vários advogados de
outras organizações como do GDPAPE e do Sitramico MG.
Ao
final, foi criado o Fórum em Defesa da Petros, com planejamento de reuniões
sucessivas com vistas a dar continuidade aos debates sobre o tema, como forma de
auxiliar o trabalho dos representantes das Federações componentes do GT
Petrobras.
O que
se deve esclarecer.
1.-
Não existe negociação no trabalho do GT Petrobras/Petros/Federações, no sentido
clássico, como está sendo incorretamente divulgado.
No GT
Petrobras, ocorrem debates técnicos no campo da ciência atuarial e jurídica, de um
lado os
representes da Petrobras e os da Petros (patronal) e do outro, os representantes das Federações de
Sindicatos (FNP, FUP e FNTTAA), com base em simulações e na legislação que normatiza
a matéria, com a assessoria de
profissionais em cálculo atuarial, economia, administração e jurídico. Os assessores
são voluntários convidados, ou contratados pelas Entidades que compõem o GT.
Então,
não há negociação propriamente dita, na concepção simples de como ocorre nas
reuniões para discussão de ACT, e sim de convencimento técnico entre as partes
e, depois, entre o GT e a Diretoria da Petrobras, junto à SEST e PREVIC.
O Fórum
em Defesa da Petros, foi constituído pelo núcleo básico que o formou a partir
do Evento realizado na OBG RJ. Participam deste núcleo Conselheiros da Petros
Eleitos (Deliberativos e Fiscais), com representatividade plena, em razão e nos
limites de seus mandatos eletivos, sem
exceção; a FNP (por representantes), a FENASPE (APAPE, AEPET, AEXAP) e o GDPAPE (por representes). Posteriormente, foram incorporados por
convite: a AMBEP e a FUP (por representantes). O Fórum tornou-se então aberto, permitindo
a livre participação de vários interessados. Participam integrantes ou
administradores de grupos das redes sociais, como os "Cabeças
Brancas" (coletivamente), Sergio Salgado e Raul Rechten (ambos individualmente)
e muitos outros. Desta forma democrática, todos que desejarem poderão participar,
porque os eventos são agendados com antecedência.
Ao
final de cada reunião do Fórum, são tirados indicativos para nortear os
trabalhos dos integrantes do GT Petrobras.
Entre
os representantes das Federações, encontram-se os Conselheiros Eleitos Ronaldo
Tedesco, Paulo Brandão, Paulo Cesar e Norton, além do Agnelson Camilo, ex - Conselheiro
Deliberativo Eleito e atual Dirigente do Sindpetro PAAMMA e da FNP.
A
AMBEP, se faz representar apenas pelo Pedro Carvalho por delegação da sua
Diretoria. Suas posições e sugestões são debatidas, acatadas ou não, podendo
obter consenso ou não. Para tanto, o Pedro Carvalho não recebe, e nem poderia
aguardar, posicionamento em AGEs da AMBEP, com associados espalhados pelos
quatro cantos do país. É obvio que ele tem o “de acordo” da sua Diretoria para
se posicionar nas reuniões do Fórum.
Da
mesma forma, acontece com os demais representantes de Entidades como a APAPE
(mais de 4.000 associados) e a AEPET
(mais de 5.000).
Logo,
o que consta em Atas do Fórum são meras anotações e não decisões, visto que no
Fórum nada se decide, apenas são formuladas orientações.
A
proposta de um único PPSP Alternativo, embora tentada, se tornou na proposta de
PPSPs Alternativos R e NR, em virtude de dificuldade intransponível, consolidada
no GT Petrobras, com base em diversas simulações produzidas pela Firma de Atuária
- Mirador - contratada pela Petros, com a supervisão do Gerente de Atuaria -
Executivo da Petros e seu membro no GT
Petrobras.
Conclusões
O que
se publica nas redes sociais exaustivamente
e reiteradamente, com críticas, informações, desinformações e
contrainformações, não prejudicou o que foi produzido pelo GT - Petrobras, cujo
inteiro teor tem respaldo nos pareceres jurídicos dos advogados assessores da
Petrobras, da Petros, das Federações FNP/FUP/FNTTAA/FENASPE.
O
Relatório do GT Petrobras depois de submetido à Diretoria da Petrobras - isto porque
foi a patrocinadora da Petros que o instituiu e aprovou - será enviado
formalmente para que a Diretoria da Petros instrua o processo para análise pelo
Conselho Deliberativo dos Planos Alternativos - R e NR, visando a sua
implantação.
Quando
as propostas dos Alternativos - PPSPs R e NR chegarem ao Conselho Deliberativo,
os Conselheiros Eleitos trabalharão para
que algumas divergências ocorridas durante os trabalhos do GT Petrobras
(inclusive as derivadas de divergência registradas nos debates no Fórum em
Defesa da Petros), sejam revistas para melhor atender a todas as submassas
existentes, inclusive se ainda estiver
ocorrendo subsídio cruzado com os Pós-70 bancando a diferença de
responsabilidade da Petrobras relativa aos Pré-70.
As
Diretorias da APAPE e da AEPET, tão logo tenham conhecimento do resultado do
Relatório do GT Petrobras e suas consequências, promoverão ampla divulgação em evento
conjunto em auditório com capacidade para comportar a participação de grande
número de seus associados.
Farão
o mesmo em várias cidades capitais de Estados da Federação onde residem grande
número de associados.
Cabe
lembrar a afirmação de que a implantação dos PPSP Alternativos não interferirá
na continuidade das ações judiciais cobrando as dívidas das patrocinadoras e
nem na recuperação de recursos envolvidos em investimentos realizados
incorretamente, pois estes serão revertidos, proporcionalmente, para os ativos correspondentes dos PPSPs , quando recebidos pela Petros.
Neste
ínterim, esperamos que tenhamos conseguido reverter a suspensão da liminar que
reduziu em 50% a contribuição para o PED atual, até que o mérito da ação seja
julgado.
Finalizando,
sugerimos que aguardem com a certeza de que em todos os trabalhos realizados
pelo GT Petrobras e nos debates ocorridos no Fórum em Defesa da Petros, em que atuamos
e assistimos, a prioridade absoluta é a busca da melhor alternativa para os
PEDs e para o Petros 3.
Paulo Teixeira Brandão
Presidente
da APAPE e da AEPET BR
Diretor
Ad Hoc da AEPET Nacional.
Representante
da FENASPE no Fórum
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