RESPOSTA DO FORUM EM DEFESA DA
PETROS
PRIMEIRO
PONTO DE DIVERGÊNCIA DO TEXTO DO GDPAPE: “Não concordamos em
manter as massas cindidas em planos de benefícios diferentes, os quais mantêm
as imperfeições estruturais que continuarão gerando déficits e apresentam menos
sustentabilidade que o plano com as massas fundidas. Lutamos pela fusão das massas
em um único Plano de Benefícios”;
RESPOSTA
DO FÓRUM: A possibilidade da fusão dos planos PPSP-NR e PPSP-R
nunca foi uma premissa do Fórum. Foi uma possibilidade que surgiu durante nossa
luta, numa das reuniões que tivemos com a Previc. Devido ao tratamento hoje
dado pela própria Petros e pela Petrobrás aos Pré-70
dentro dos PPSP-NR e PPSP-R, essa fusão ficou impossibilitada no momento. Mas
continua sendo um objetivo do Fórum. Essa situação sempre foi de conhecimento
do GDPAPE, que se utiliza de uma ideia falsa para romper com a unidade que
ajudou a construir desde o início. Esse justificativa demonstra a falta de
compromisso com a verdade em função de seus interesses particulares.
SEGUNDO PONTO DE DIVERGÊNCIA DO TEXTO DO GDPAPE: “Não concordamos em apresentar a proposta como planos novos,
em face da imperiosa necessidade de evitar o despropósito que seria o alívio
dos compromissos das patrocinadoras para com o PPSP e a perda de objeto das
ações ajuizadas em prol da cobrança desses compromissos. Pugnamos pela
manutenção do PPSP, introduzindo as necessárias alterações de regulamento;”
RESPOSTA DO FÓRUM: A questão dos
planos novos foi uma exigência da Petrobrás nas negociações do Grupo de
Trabalho, que encontrou guarita na nova legislação e na postura do órgão de
fiscalização. A batalha do Fórum em Defesa da Petros, desde o início, foi para
não atender essa exigência. Mas não conseguimos superá-la. Na reunião em que
tivemos que definir o posicionamento de todas as entidades se continuaríamos no
GT ou sairíamos em função dessa realidade, o GDPAPE esteve presente, com todas
as suas lideranças. E seu posicionamento foi claro: "Segue o barco!",
foi a frase utilizada, visto que não poderíamos seguir as negociações de outra
forma. Todas as entidades concordaram em "seguir o barco!", ou seja,
manter o GT e a discussão sobre a proposta alternativa com a Petrobrás. Mais
uma vez, o GDPAPE se utiliza de uma inverdade para romper com a unidade que
ajudou a construir em função de interesses menores.
TERCEIRO PONTO DE DIVERGÊNCIA DO TEXTO DO GDPAPE: “Não concordamos com a segregação de massa e cobrança aos
Pré-70, em franco desatendimento aos compromissos firmados no próprio PED.”
RESPOSTA DO FÓRUM: O GDPAPE
aprovou por consenso no Fórum a segregação de massas dentro do mesmo plano, sem
estabelecer cobrança de contribuições aos Pré-70, mas com o déficit técnico
todo pago pelas patrocinadoras, e não pelos Pós-70. Não aprovamos a cisão entre
Pré-70 e Pós-70 no Fórum, apesar dos alertas dos conselheiros eleitos sobre a
pressão de liquidez dos Pré-70 sobre os Pós-70. Nem aprovamos que os Pré-70
devem ser cobrados, porque entendemos que esse compromisso é das
patrocinadoras. Mais uma vez, o GDPAPE abandona a verdade e a unidade que
ajudou a construir em função de seus interesses menores.
As federações de petroleiros e marítimos (FENASPE, FNP,
FNTTAA e FUP) nunca concordaram em cobrar o PED dos Pré-70. Mas sempre, desde o
início, discordaram que os Pós-70 paguem pelas patrocinadoras seus compromissos
com os Pré-70. Antes de qualquer coisa, é importante entender que o instrumento
de "notificação extrajudicial" não é o melhor método para clarificar
divergências e avançar no debate do que nos une.
Por outro lado, o argumento - furado - do GDPAPE é o mesmo
argumento utilizado pela Petrobrás nesse debate: a Petrobrás diz que já colocou
muito dinheiro no PPSP em função dos Pré-70. Isso é verdade. O que a Petrobrás
não admite e nem o GDPAPE é que esse "muito dinheiro" é muito pouco
em relação às suas responsabilidades. Ou seja, tinha que colocar mais dinheiro
mas nunca quis e continua sem querer colocar. O GDPAPE sempre soube disso e
mais uma vez finge não saber. Ignora a verdade em função de interesses menores
para romper a unidade que ajudou a construir, mas que, aparentemente, hoje já
não lhe interessa.
O Fórum em Defesa da Petros lamenta muito o atual
posicionamento do GDPAPE nesse debate. Apostamos sempre no debate de ideias,
baseado em princípios e no estabelecimento de pontes de diálogo. Desde o início
dos debates sempre tivemos diferenças de entendimento e tivemos a sabedoria em
aprofundar nossas discussões para superar as divergências. Sempre buscamos a
verdade e a lealdade nos debates, repudiando as mentiras como método.
Clareza e transparência são fundamentais para construir a
nossa vitória. Em nome da unidade relevamos diversas atitudes divisionistas da
diretoria do GDPAPE quando criticava a nossa atuação no GT publicamente ou ia
negociar sozinha com a Petrobrás. No entanto, a rota divisionista tem se
aprofundado todos os dias nesses últimos meses.
Romper com a unidade duramente construída por todas as
entidades sindicais e associativas da forma como o GDPAPE está fazendo
demonstra um recuo político, metodológico e de princípios muito grande por
parte da diretoria do GDPAPE. Cabe agora aos seus associados repudiarem e
retomar os rumos da união e da responsabilidade que sempre primou naquela
associação.
Paulo Teixeira Brandão
Presidente
da APAPE e da AEPET BR
Representante
da FENASPE no Fórum
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