Conselheiros eleitos entram
com representação no CNPC
No dia 26 de janeiro os conselheiros
eleitos da Petros, indicados pelo CDPP, Epaminondas de Souza Mendes, Paulo
Brandão, Ronaldo Tedesco e Silvio Sinedino deram entrada no Ministério da
Previdência Social com uma representação contra a Diretoria Colegiada da Previc
(Superintendência de Previdência Complementar).
Nesta representação os conselheiros
eleitos solicitam do Ministro Carlos Gabas, presidente do Conselho Nacional de
Previdência Complementar (CNPC) um posicionamento daquele Conselho sobre cinco
itens, a saber:
a) A imediata paralisação do
processo de retirada de patrocínio tal como está sendo orientado pelo colegiado
da Previc, com a REVOGAÇÃO IMEDIATA dos documentos supracitados, Ofícios nº
3929/2014/DISUP/PREVIC e ADESP nº 005/2014;
b) A destituição IMEDIATA do
Administrador Especial nomeado pela Previc;
c) A retomada do processo negocial
de retirada de patrocínio entre a EFPC e as patrocinadoras, agora acompanhado
diretamente pela CNPC;
d) A garantia do reposicionamento
dos Fundos Individuais de Retirada (FIRs) dos participantes de ambos os planos
em retirada de patrocínio, garantindo a correção dos mesmos através do reajuste
IPCA + 5,75%, consagrado pela própria Previc e pelo atuário dos planos como o
mínimo necessário para a garantia das reservas matemáticas dos planos de
benefício;
e) As sanções cabíveis aos membros
da Diretoria Colegiada da Previc por seus atos relativos a este processo.
Trata-se de uma medida extrema que os
conselheiros eleitos tiveram que tomar para evitar que a Previc, através do
Administrador Especial dos planos Petros PQU e Petros Copesul, promovesse a
retirada de patrocínio sem correção dos valores que são devidos aos
participantes destes planos e utilizando os ativos líquidos dos demais planos,
notadamente, do Plano Petros do Sistema Petrobrás (PPSP) e o Plano Petros-2
(PP-2).
Os Planos Petros PQU e Petros Copesul
estão em processo de retirada de patrocínio há mais de três anos. A direção da
Petros assinou um TERMO DE RETIRADA que não foi cumprido por conta de problemas
de liquidez com alguns dos ativos destes planos. A própria Previc homologou
este TERMO e vem pressionando a Diretoria da Petros e seus conselhos deliberativo
e fiscal para que dêem continuidade ao processo. Ambos os conselhos se negaram
a dar autorização para que a Diretoria Executiva da entidade desse continuidade
a esta retirada de patrocínio promovendo transferência de recursos entre
planos. O Conselho Fiscal ressaltou que este procedimento poderia levar
prejuízo às duas massas de participantes: dos planos em retirada e dos planos
receptores dos ativos.
Segundo o conselheiro Silvio Sinedino, “a
orientação da Previc se revela perigoso precedente contra o funcionamento das
EFPC e por consequência do próprio Sistema de Previdência Complementar Fechado”.
Os conselheiros Epaminondas Mendes e Paulo
Brandão fizeram questão de participar da iniciativa na CNPC, embora não tenham
podido comparecer à Brasília nesta data. Brandão escreveu aos demais
conselheiros: “Tendo em vista
minha ausência nesta data em Brasília por motivo familiar, estando de acordo
com o inteiro teor do documento a ser protocolado no CNPC, referente a ilegal
determinação do Interventor nomeado pela PREVIC, autorizo que por mim seja
também assinado, em face inclusive do prejuízo que a mesma pode causar ao
patrimônio coletivo administrado pela Petros, bem como porque a não garante o
direito adquirido dos participantes e assistidos, função principal e objetivo
maior da criação da própria PREVIC.
A
expectativa agora é para que este encaminhamento tenha algum efeito imediato
aos participantes de ambos os planos em retirada.
O conselheiro Ronaldo Tedesco ressaltou o momento difícil que estes
participantes estão vivendo: “Um processo longo e desgastante em que os
benefícios são pagos a título de antecipação parcial dos valores devidos a
estes participantes. A Previc em março ordenou o reposicionamento dos valores
devidos e não foi feito. Agora é a própria Previc que orienta uma retirada sem
correção destes valores. É uma longa lista de erros sucessivos”.
A
Petrobrás, principal patrocinadora da Petros, também está tomando providências
para que a Previc, com essas orientações, não venha provocar perdas aos demais participantes,
em especial os petroleiros que aderiram aos planos de previdência complementar
oferecidos pela companhia (PPSP e PP-2).
Pergunto ao Conselho:
ResponderExcluirEsta mesma representação, adequada gramaticalmente e focalizada, pode ser dado entrada juntamente no CNJ - Conselho Nacional de Previdência?
Da mesma forma o pedido de afastamento do interventor sr. Valter (plano Petros Copesul) por prevaricação, ou seja, deixar de cumprir integralmente as suas funções como servidor público e deixar de responder os quesitos a ele formuladas (Lei 12.527/2011 - 23ª edição).
Luiz Carlos da Silva Filho
Assistido Petros - matr. 103291-1
luizcarlos@mbpalavraviva.org
Cel. (51) 9319-1695
Prezado companheiro Luiz Carlos, desconheço este órgão ( CNJ - Conselho Nacional de Previdência). Sei de fonte segura que a Petrobrás também entrou com ação judicial para barrar esta situação. Vamos acompanhar.Atenciosamente, Ronaldo Tedesco
ResponderExcluir