quarta-feira, 21 de março de 2012

Pronunciamento dos Conselheiros Eleitos acerca do investimento no Banco Morada

Após a intervenção do Banco Central no Banco Morada surgiu a discussão sobre a qualidade do investimento e a possibilidade de se constituir em prejuízo para os participantes.
É conveniente, antes de tudo, recordar que a negociação data de 2009 quando a PETROS adquiriu Cédulas de Crédito Bancário (CCB’s), emitidas por Sociedades de Propósito Específico (SPE’s), no valor aproximado de R$ 100 milhões, que indicavam perspectivas de remuneração de 10% a 11,25% mais taxa de inflação medida pelo IPCA, até 2014. A negociação esta garantida pelo fluxo de pagamento dos recebíveis, oriundos de créditos consignados.
O investimento foi avaliado por agência de risco independente e recebeu a classificação de “baixo risco de crédito” (AA+), com a qual são classificados os títulos que apresentam garantias primárias, secundárias e terciárias muito boas, com liquidez e valor compatível ao do montante principal, acrescido dos juros. Ou seja, o risco de inadimplência é muito baixo.
Até a data da intervenção do Banco Central no Banco Morada, as operações se encontravam devidamente enquadradas, tanto em termos documentais como em pagamentos das parcelas mensais. A PETROS recebeu pontualmente R$ 62 milhões dos R$ 100 milhões investidos nestas CCB’s.
Importante destacar que a estrutura de avaliações e garantias teve por objetivo separar o risco do Banco Morada do investimento nas CCB’s realizado pela Petros por meio das SPE’s. Entretanto, após a intervenção do Banco Central, foi verificada a interrupção injustificada dos fluxos recebíveis dados em garantia e a ausência de explicação, pelo interventor, sobre o destino destes recursos.
Importante destacar que para recebimento dos valores consignados foi aberta uma conta específica em instituição bancária de grande porte, que, provavelmente por orientação do Interventor do Banco Morada, deixou de repassar os créditos para a Petros.
Em vista disso os Conselheiros eleitos interpelaram a Diretoria da Petros, que ofereceu as informações devidas acrescidas de que estão em curso as medidas judiciais de acionamento das garantias, dos avalistas das operações e o próprio Banco Morada, visando a recuperação dos créditos devidos.
Enfatizamos que, independentemente de tratar-se de um negócio de pequeno vulto, os Conselheiros estão atentos e diligenciando junto à Diretoria da PETROS, no sentido de que  não se transforme em prejuízo para os participantes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário