Prezados
participantes e assistidos da Petros,
Tomamos
conhecimento de documento assinado por quatro participantes da
Fundação (Abdo Gavinho, Domingos
de Saboya, Raul Rechden e Sérgio Salgado) com afirmações não
fundamentadas que queremos desde já esclarecer a todos. Obviamente,
não respondemos pelas palestras, artigos e vídeos do Presidente da
Petros.
1. Em
relação às iniciativas dos conselheiros eleitos pelos
participantes, em nenhum momento há de nossa parte “tentativa
de minimizar artificialmente o impacto da má gestão de ativos na
formação do rombo que deverá ser equacionado com a contribuição
dos participantes e assistidos”.
Primeiramente por que consideramos que o déficit técnico
apresentado é devido em parte pela questão dos ativos e em parte
pela questão dos passivos atuariais dos Planos referidos,
notadamente o Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), Plano Petros
Lanxess e Plano Petros Ultrafértil, cujos resultados deficitários
acumulados correspondem a R$ 22,609 milhões, R$ 120 milhões e R$
435 milhões, respectivamente.
2. Segundo
por que consideramos precipitado que os quatro signatários afirmem
que o referido déficit (no caso do PPSP, entendemos nós) “deverá
ser equacionado com a contribuição dos participantes e assistidos”.
Dizem isto sem conhecer os números do déficit técnico e suas
origens. Infelizmente, estes participantes não têm participado das
palestras ministradas pelos conselheiros eleitos e somente se referem
a uma parte importante do problema. Só enxergam os problemas dos
ativos da Petros, sem se dispor a conhecer e analisar o impacto dos
passivos atuariais do plano no referido déficit técnico e as
responsabilidades das patrocinadoras e dos gestores da Petros com
relação ao mesmo. Nossa opinião é que não
é possível afirmar que participantes e assistidos não pagarão
nada, nem que pagarão a metade do déficit, antes
que se defina o quê é responsabilidade de quem. Nada se pode
afirmar sobre quem e quanto cada um dos atores (Participantes,
Assistidos e Patrocinadora) pagará.
3. Por
isso, entendemos que a falta de cuidado ou oportunidade em analisar
as origens do déficit técnico do PPSP leva aos signatários
a conclusões, além de inexatas, precipitadas e irreais. Estas
conclusões acabam “preparando
o terreno para que os responsáveis pelos atos de má gestão que
comprometeram em grande medida o patrimônio da Petros, entre eles
pessoas físicas, jurídicas e governo, possam se eximir de suas
responsabilidades”.
Isto acontece por que “as
insuficiências dos ativos, frente aos passivos se dão por má
gestão”,
não somente do patrimônio mas, de forma ainda mais assoberbada, dos
passivos também.
4. Esta
compreensão equivocada e parcial acarreta confusões e dúvidas
entre os participantes e contribuem para dificultar uma resposta
adequada a atual situação da Petros. Acabam por contribuir, eles
mesmos, a que os participantes percam “a
oportunidade de fazer recair sobre os responsáveis a obrigação de
equacionar as perdas e passem a pagar pelos erros e omissões de
outros”. O
que dizem é justo o oposto do que fazem. Na prática, absolvem aos
gestores da Petros por 2/3 dos seus erros que levaram a um déficit
técnico de R$ 23 Bilhões. E ainda afirmam, de forma irresponsável
ou desavisada, que participantes e assistidos devem equacionar um
déficit que eles, os signatários, não estudaram e não conhecem.
5. O
Parecer do Conselho Fiscal aprovado por UNANIMIDADE de seus membros
pelo terceiro ano seguido e pela 13ª vez consecutiva (nos demais
anos, com voto de minerva), recomenda a rejeição das contas da
Fundação e aponta claramente que o déficit técnico é decorrente
tanto dos investimentos quanto dos passivos atuariais. Esta
constatação pode ser feita de maneira objetiva e simples também
pelo crescimento acima do esperado das provisões matemáticas de
31/12/2014 a 31/12/2015 em 28% (mais de R$ 17 Bilhões) diante de um
recuo nos ativos em torno de 3% (cerca de R$ 2 Bilhões) no mesmo
período. No parecer, o Conselho Fiscal não se detém e aponta
também para o desequilíbrio administrativo que consume de forma
acelerada os recursos acumulados dos fundos administrativos dos
planos PPSP e Petros 2.
6. A
obstinação dos quatro signatários em resumir suas observações
aos ativos da Fundação, seja por desconhecimento ou má-fé, impede
que vejam e falem sobre a verdade dos fatos. Assim, só percebem suas
próprias constatações, desconsiderando as ações concretas que
diversos outros atores vem tomando ao longo de anos, sejam os
conselheiros eleitos, sejam as entidades sindicais ligadas à
Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) ou as entidades
associativas ligadas à Federação Nacional das Associações de
Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petros e Petrobras
(FENASPE).
7. Precipitam-se
também em qualificar a gestão da Petros a partir somente de suas
observações parciais, prejudicando as providências que estão
sendo tomadas por todos aqueles que têm verdadeiro interesse em
superar a atual crise da Fundação e apontar os responsáveis,
cobrando dos mesmos a reparação dos erros cometidos. Com isto,
jogam água no moinho da Federação Única dos Petroleiros – FUP –
que muito provavelmente também tentará não reconhecer o papel dos
gestores da Petros cuja gestão sempre respaldaram, tanto nos ativos
como no passivo atuarial. Apesar de criticar a FUP, na verdade, os
signatários atuam no mesmo sentido da federação pelega ao absolver
os gestores por 2/3 dos problemas da Fundação.
8. Para
emitir opinião consubstanciada em dados oficiais não bastará aos
quatro signatários receberem as informações sobre o déficit
técnico consolidado da Petros e do Plano Petros do Sistema
Petrobrás, especificamente. Eles precisarão se despir da
intolerância e arrogância típicas das disputas políticas
eleitoreiras que mantém há anos, para poderem agir de verdade em
favor dos participantes e assistidos da Petros.
9. Nos
últimos 13 anos, nós, conselheiros eleitos mantivemos obstinada
independência da Petrobras, da Petros e dos governos de plantão.
Nós temos documentado e registrado a gestão equivocada, tanto do
passivo atuarial da Petros, bem como dos ativos da Fundação.
Apresentamos diversas denúncias à Previc, CVM, Ministério Público,
Ministério da Previdência Social. Ajuizamos diversos processos
judiciais, a maioria sem que os tribunais tivessem coragem de se
pronunciar até agora. Registramos em atas e memorandos da Petros
nosso posicionamento. Revelamos aos participantes e assistidos tudo
aquilo que esteve ao nosso alcance, superando a falta de informações
transparência na Petros. Nos últimos três anos temos conseguido
que o parecer do Conselho Fiscal tenha respaldo de todos os seus
membros, incluindo os conselheiros indicados pela Petrobras, através
de muito diálogo e argumentos técnicos.
10. Enfrentamos
a intolerância e a arrogância das seguidas diretorias da Fundação
que, de fato, acabaram por prejudicar os direitos de todos nós,
através de duas campanhas de repactuação, sendo a primeira
derrotada por nós; a tentativa de separação de massas; o processo
em curso de cisão de planos; a omissão na cobrança das dívidas; a
implantação da tabela congelada aos aposentados; a implantação do
novo PCAC e da RMNR sem cálculo dos seus reflexos para o nosso
Plano; a obstinação em não fornecer informações e documentos
solicitados; os recursos judiciais procrastinatórios; a contratação
de escritórios jurídicos com orientação de recorrer
indefinidamente contra a execução de nossas ações utilizando os
recursos da Petros que nos pertencem etc. Uma luta desigual que
alinhava a direção da Petrobras, a diretoria da Petros, a direção
da FUP, órgãos de fiscalização, procuradores etc.
11. Fizemos
o bom combate e nos orgulhamos dele. Mas todo este esforço de nada
valerá se não houver agora união de todos nós, participantes e
assistidos da Petros para conquistar o compromisso formal de
equacionamento destas dívidas da Fundação. Estas dívidas incluem:
FAT/FC pós 2006, dívida do “Sopão”,
implantação do Grupo 78/79, implantação do PCAC e da RMNR, Fundo
previdencial para o Acordo de Níveis, Passivos judiciais de
reajustes de benefícios, dívidas da ação na 18ª Vara Civel do
Rio de Janeiro e os investimentos feitos por orientação da
patrocinadora e seus controladores, em especial, do Governo Federal.
12. A
Petrobras espera transferir o ônus da gestão equivocada da Petros
para todos nós, participantes e assistidos. Portanto, o decisivo é
conquistarmos que a Petrobras pague o que deve ao nosso fundo. Temos
que exigir este equacionamento das dívidas da Petrobras antes de
debatermos qualquer equacionamento por parte de participantes e
assistidos.
13. Estamos
diante de uma oportunidade única. O déficit técnico colocou a
possibilidade de finalmente termos êxito em cobrar da Patrocinadora
Petrobrás o conjunto das dívidas que não são mensuradas nem
cobradas pela Petros. Existe uma
possibilidade real de vencermos. Mas isso não será possível se não
nos unirmos agora, já!
NÃO CONSIGO ENTENDER POR MAIS QUE LEIO E RELEIO O DÉFICIT DA ULTRAFÉRTIL, DE 400 MILHOÕES, SE A PRICE NÃO RECOMEDA À PETROS O PARACER FEITO POR ELES, MINHA PERGUNTA CONTINUA SENDO: QUEM ERROU MAIS: ULTRAFÉRTIIL, BUNGUE,QDO. COMPROU OU VALEFRTIL QUE ACEITOU OS DÉFICIT, DESDE 2008, COMO DE UM ANO PARA O OUTRO A DÍVIDA DUPLIQUITA, SENDO QUE OS INVESTIMENTOS FORAM MAL FEITOS, QUALQUER JOVEM QUE GANHA UM DINHEIRO QUER COLOCAR NA POUPANÇA, SE HÁ NOVO GANHOS PROCURA ORIENTAÇÃO E BOA INFORMAÇÃO DO SEU GERENTE OU FAMILIARES.ESTAMOS TODOS ULTRAPASSANDO MAIS DE 60 ANOS,PAGAMOS COM TODA BOA CONFIANÇA A PETROS, NOS APOSENTAMOS E DE REPENTE O MONTANTE QUE DEVERIAM ESTAR GERANDO DIVENDOS FORAM POR ÁGUA ABAIXO E ESTAMOS SIMPLESMENTE DESCONSIDERADOS EM TODOS OS SENTIDOS.COMO CONSELHEIROS DA PETROS HÁ ANOS, PERGUNTO: PORQUE
ResponderExcluirNÃO FOI COMUNICADO OU SE FOI À VALEFERTIL, PORQUE NÃO RECEBEMO INFORMAÇÕES DE AMBOS QUE ISSO, RETIRADA DE PATROCINIO, PODERIA VIR ACONTECER, MOSTRAR COM TODA TRANSPARÊNCIA A SITUAÇÃO FINACEIRA. É TUDO MUITO TRISTE, LAMENTÁVEL E SINTIMENTO DE TOTAL DESREPEITO PARA COM TODOS APOSENTADOS E PENSIONISTA, DE MODO EM GERAL. PENSEI NA JUVENTUDE QUE QUANDO ESTIVESSE COM 72 ANOS,APOSENTADA ESTARIA MAIS TRANQUILIA, DOCE ILUSÃO AMARGA. COM TODO MEU RESPEITO QUE DAQUI PARA FRENTE TODOS CONSELHEIROS DA PETROS TENHAM REALMENTE TOTAL INFORMAÇÃO E TRANSPARÊNCIA DOS PLANOS DE APOSENTADORIA. ATENCIOSAMENTE, HELENA - ULTRAFÉTIL, 30-07-2016.
Helena, temos participado junto aos companheiros da ASTAUL da análise dos problemas do Plano Petros Ultrafértil. Nestas reuniões tem sido indicadas iniciativa para a reversão desta situação do plano e alternativas aos participantes e assistidos. Peço que procure o companheiro Sanches, presidente da ASTAUL para poder ser informada das decisões e poder se incorporar nos estudos que estão sendo realizados. A falta de informação traz muita insegurança e dúvidas aos participantes. Você tem toda a razão para se sentir intranquila, mas as providências que a ASTAUL vem tomando junto com os sindicatos representativos tem sido importantes para os próximos desdobramentos que deveremos verificar. Forte abraço,
ExcluirRonaldo Tedesco