sábado, 3 de julho de 2010

De Olho no Patrimônio dos Participantes da PETROS

Os Conselheiros Fiscais e Deliberativos têm sempre exigido explicações da Diretoria Executiva da PETROS, quando analisam todos os processos da entidade. Em especial, com relação aos investimentos. Muitas vezes aparecem na mídia notícias de aplicações desastrosas ou inadequadas ou que teriam nítida influência política.

Recentemente foram exigidas várias explicações, dentre elas sobre aplicações em projetos na área do biocombustível (ECODIESEL), em construção de barragens que ruíram(CCB CEBEL) e que estão em fase de análise para definir responsabilidades.

Da mesma forma foi exigida explicação sobre as aplicações no BANCOOP que já tinha sido objeto de exigência de esclarecimento anterior e cujas informações, na época, sobre as garantias e a boa rentabilidade dos investimentos haviam sido dadas, mas que na realidade não se confirmaram.

As explicações que a Diretoria e a presidência da PETROS deram nos últimos Boletins Eletrônicos da PETROS apenas demonstram que o investimento foi recuperado, mas a rentabilidade, atingida apenas a meta atuarial, ficou longe do que era objetivado.

Por quê a Diretoria Executiva da PETROS não levou ao conhecimento imediato do Conselho Deliberativo da PETROS, órgão hierarquicamente superior, esta questão que, além do risco de perda financeira aos participantes da PETROS, significou também risco à imagem da entidade?

O fato das Diretorias Executivas da PETROS, da PREVI e da FUNCEF terem aprovado fazer um acordo com a Direção do BANCOOP para receberem o valor aplicado com apenas a rentabilidade de 6% a.a + IPCA (meta atuarial) leva a conclusão de que o negócio, se não foi desastroso para a PETROS e os demais fundos de pensão, do ponto de vista financeiro, causou prejuízo irreparável à imagem dos fundos.

Tanto o investimento quanto o desinvestimento podem ser entendidos como fruto das ligações políticas mencionadas pela mídia e que estão sendo alvo de investigação pelo Ministério Público e talvez por nova CPI.

Tais episódios ocorreram sob responsabilidade exclusiva da Diretoria Executiva da PETROS, sem que fossem levados ao conhecimento e deliberação no Conselho Deliberativo da entidade, provocando danos irreparáveis à imagem da PETROS.

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