Um artigo de Paulo Brandão*
Existem fatos e atos que foram produzidos e
contabilizados com registros para revisão e até para apuração complementar e
cobrança sem que fossem efetivamente concluídos para que os necessários aportes
fossem efetivados por parte das patrocinadoras.
São esses, entre outros, fatos históricos que
nos referimos para a auditoria regressiva que contribuíram para a geração de
déficits que, em determinados períodos, ficaram “submersos” pelos superávit
técnicos obtidos, nos períodos em que a rentabilidade e o valor das reservar
constituídas deram margem.
Duas intervenções traumáticas executadas contra
o interesse dos participantes e assistidos foram as “separações de massas”.
A primeira com participação no processo
decisório apenas da Petrobras como Instituidora, cujo poder maior emanava do
Conselho de Administração da Companhia, que foi a da fragmentação do
Multipatrocínio BD dividindo-o em 7 (sete) novos Planos BD.
Podemos, então, recordar o fato relevante, até
hoje não solucionado, que ocorreu quando as patrocinadoras por influência da
Petrobras que desejava implantar o Plano Petrobras Vida - PPV resolveram
promover a “separação de massas”, ou seja, cada patrocinadora levaria o que
aportou juntamente com seus patrocinados (participantes e assistidos) do Plano
Petros BD Multipatrocinado e formariam com os valores apurados um novo Plano BD,
mantendo o mesmo Regulamento do Plano de Benefícios existente.
No caso das três patrocinadoras do Sistema
Petrobras: Petrobras, Petrobras Distribuidora e Petros formaram o PPSP e as
demais cada uma o seu, como por exemplo o Plano Petros Ultrafertil.
Até aí nada demais. Mas o que foi apurado
estava incorreto e este fato constou em relatórios da época com participação do
SEJUR, SEFIN, SEREC, PETROS e outros Órgãos da Petrobras, conforme consta no trecho
de um dos Relatórios da época, abaixo copiado.
Foi constatado que patrocinadoras privatizadas
deviam ao Plano. O SEJUR recomendou cobrar na forma administrativa e, se não
tivessem êxito, que se promovesse cobrança judicial o que nunca foi feito
apesar dos Conselheiros Eleitos (Deliberativos e Fiscais) terem exaustivamente
escrito sobre isso. Vejam abaixo.
A conclusão é que nada foi feito e as
patrocinadoras do Sistema Petrobras bancaram o prejuízo e, consequentemente, os
participantes e assistidos do PPSP, como verdadeiros donos do patrimônio
lesado.
A segunda agressão foi a que fraturou o PPSP em
PPSP R e PPSP NR. Esta segunda agressão foi aprovada pelo Conselho Deliberativo
da Petros contra o nosso voto e está registrada na Ata adiante transcrita.
Com
relação a esta separação de massas, continuamos a questionar a forma como ela
se deu e, principalmente, como se promoveu a separação dos patrimônios de cada
grupo componente dos Planos R e NR, com
o agravante pelo fato dos Pré-70 comporem as duas massas de repactuantes e não
repactuantes.
Esse
questionamento tem a mesma origem que é a forma como foi feita a separação do patrimônio líquido (inseparável
porque formado por mutualismo), ou seja, em “cotas” com base nas “provisões
matemáticas” e não na apuração dos reais aportes vertidos pelas patrocinadoras
e pelos participantes e assistidos. Foi exatamente o mesmo método usada na
primeira separação de massas entre os patrimônios das patrocinadoras que acarretou o prejuízo apontado.
Vamos
ficar de olho na forma como a firma contratada para fazer a auditoria
conquistada depois de 15 anos vai apurar estas questões.
O Conselho Fiscal está se adiantando levantando
o histórico correspondente a cada centavo que as patrocinadoras aportaram no
PPSP e também participantes e assistidos, desde 1970, para comparar com a
composição da divisão que fizeram com base apenas nas provisões matemáticas
referentes aos componentes das duas massas: repactuantes e não repactuantes.
Vamos
apurar também o que corresponde em separado aos Pré-70.
Isso
vai fazer parte da análise detalhada que se pretende com a contratação desta
auditoria especial em fase de implementação.
Daremos
noticias, pois a transparência se fará,
porque foi para isso que lutamos muito durante
todos esses 15 anos passados.
Paulo Teixeira Brandão
Conselheiro Fiscal da
Petros
Diretor da APAPE e da
AEPET
Espero sinceramente que não fique só em publicação , que se haja e os culpados sejam punidos , além de haver resultado maquiado , pois essa idéia firne que os mantenedores que tem de arcar com essa conta , não há concordância. Auditoria com transparência lá.
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