Segundo o Presidente do Conselho
Fiscal da Petros, Ronaldo Tedesco, não houve modificações em relação ao
apresentado no ano anterior: “A Petros, de forma equivocada, convive com duas
situações há anos. O Conselho Fiscal indica a rejeição das contas da Fundação
há 14 anos, sendo nos últimos quatro anos consecutivos, por unanimidade. A
Patrocinadora Petrobrás, no Conselho Deliberativo da Fundação, utiliza o voto
de qualidade ou a conivência do representante da FUP para aprovar suas contas”.
“A outra situação é que a
Auditoria Independente, hoje realizada pela empresa PwC, mantém em seu parecer
diversas ressalvas e ênfases em relação às Demonstrações da Petros de forma
recorrente. A Petros, até pouco tempo atrás, tinha ficado inerte aos
apontamentos feitos tanto pela Auditoria quanto pelo Conselho Fiscal. E as
medidas que foram tomadas pela Fundação até o momento não conseguiram reverter
este quadro”, continua Tedesco.
Fernando Siqueira, conselheiro
fiscal eleito complementa: “A Patrocinadora Petrobras controla totalmente a
gestão da Fundação através do Conselho Deliberativo, onde tem três de seis
conselheiros e ainda conta com a conivência do conselheiro eleito pela FUP. E
nomeia toda a Diretoria Executiva, por que não quer cumprir o acordo que
assinou pela eleição pelos assistidos e participantes de dois diretores. Ela
precisa assumir que os erros na gestão são de sua responsabilidade e mudar de
fato a governança da Petros. Para isso, não basta celeridade ou transparência.
Precisamos da aprovação da cobrança das dívidas que existem e hoje são
ignoradas pela Petros e pela Petrobrás. Sem isso, as mudanças feitas serão
apenas boas intenções”.
Paulo Brandão, conselheiro fiscal
suplente complementa: “Como a Petrobrás quer realizar o equacionamento sem que
as dívidas que mantém há anos com o Plano Petros continuam sem serem cobradas?
Como podemos considerar corretos os resultados apresentados se os dados e as
premissas utilizados não são confiáveis, e muito menos validados por um auditor
externo? Qual a perspectiva de que essa situação se resolva se a Petros ignora
nossos pareceres há anos e deixa de cobrar dívidas a Petrobrás. E ainda quer
que a gente pague esse prejuízo?”
Marcos André, também conselheiro
fiscal suplente vai além: “Os números apresentados pela Petros precisam
representar a realidade do Plano. As únicas dívidas que a Petros já contratou
com a Petrobrás estão sendo questionadas há anos: Pré-70, Pensionistas e
FAT/FC. Por que a Petros não providenciou até hoje a auditoria externa para a aferição
desses valores? O que presenciamos não é um acompanhamento técnico de valores
baseado em metodologia consagrada, mas sim o que parece mais com uma conta de
chegada. Participantes e assistidos do Plano Petros merecem mais respeito com a
gestão do seu patrimônio”.
Tedesco continua: “Há uma
utilização indevida do patrimônio dos planos Petros do Sistema Petrobrás e
Petros-2, de forma recorrente apresentada nos pareceres do Conselho Fiscal e
que já foi considerado há mais de 5 anos como inapropriada pela Previc, órgão
de fiscalização. Não há registro disso na contabilidade da Fundação, mesmo a
Petros concordando que o procedimento não obedece à legislação. A manutenção do
que está sendo feito com os dois principais planos compromete a perenidade
desses planos”.
Entre os apontamentos do Conselho
Fiscal estão a necessidade de que a Petros deixe de se expor com investimentos
de risco de mercado, risco de investimentos em conjunto com as patrocinadoras e
ainda risco de investimentos com contrapartes duvidosas. “Não podemos expor os
planos administrados pela Petros a mais operações e investimentos que envolvam Patrocinadoras
ou Instituidores ou o Governo Federal. Precisamos de segurança e liquidez”,
argumenta Marcos André.
Fernando Siqueira complementa: “As
melhorias de gestão existentes hoje precisam se transformar em cobranças das
dívidas que estão sendo colocadas insistentemente por todos os conselheiros
eleitos nos últimos anos. Somente depois isso é que pode ser debatido o
equacionamento de plano, como a Petros fez com relação à dívida da Vale Fértil
responsável pelo déficit do Plano Petros Ultrafertil. Caso contrário, o que
será feito é dividir com os participantes e assistidos uma conta que é da
Petrobrás”.

Enquanto não ocorrer a paridade na gestão da Petros, com a eleição direta pelos participantes e assitidos de 50% da composição da Diretoria Executiva e mantido sem limite o poder do presidente do Conselho Deliberativo que é indicado pela Petrobras,hoje um dos diretores da patrocinadora, o quadro não mudará.
ResponderExcluirComo os participantes que nunca receberam nenhum dividendo quando a empresa dava lucro tem que pagar o prejuizo nao causados por eles e sim pelos ladroes do governo.
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