Epaminondas de Souza Mendes e Ronaldo Tedesco Vilardo
A mídia
divulgou no final de semana de 15 e 16 de janeiro de 2014 muitas matérias a respeito dos
investimentos dos fundos de pensão no Banco BVA e as perdas que representaram aos fundos de pensão no Brasil.
Estes
ativos relacionados ao Banco BVA têm sido alvo de preocupações do Conselho
Fiscal da Petros não é de hoje.
Abaixo
relatamos passo a passo as atitudes do Conselho Fiscal ao longo de sua análise
deste investimento. Um relato longo e objetivo que, esperamos, possa trazer
alguma tranquilidade aos participantes da Petros.
Em 06-11-2012, o Presidente do Conselho Fiscal encaminhou carta
ao Presidente da Petros solicitando informações sobre a situação da Petros
referente aos investimentos realizados no BVA, tanto diretamente quanto nos
Fundos de Investimentos em que a Petros aplica, bem como nos Fundos
administrados pela Vitória Asset Management.
O Gerente Executivo de Crédito Privado da Petros realizou apresentação
solicitada pelo Conselho Fiscal. O Conselho Fiscal questionou se todos os
investimentos feitos constavam da apresentação e foi informado que estavam
faltando aqueles a cargo da Gerência de Participações Mobiliárias, os quais o
Gerente ficou de acrescentar posteriormente.
O Conselho Fiscal decidiu encaminhar nova carta para a
Administração da Petros solicitando informações complementares e manteve o
assunto em pauta.
A Petros apresentou o novo valor da totalidade das operações
estruturadas pelo Banco BVA, de R$ 1.335.695.127,00.
Em 07-12-2012, o Presidente do Conselho Fiscal encaminhou carta
ao Presidente do Conselho Deliberativo reiterando sugestões anteriores de que,
nas operações estruturadas, os bancos cedentes dos créditos não mais ficassem
com a incumbência de recebê-los dos devedores para posteriormente repassá-los
aos fundos. Tal acontecera com o Banco Semear e com a Moradia SPE que, em
função da intervenção, causaram inadimplência dos fundos dos quais a Petros era
cotista. Semelhante fato ocorreu com o Banco BVA.
Em 18-01-2013, o Conselho Fiscal encaminhou a carta à
Patrocinadora Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, solicitando que fosse
realizada uma auditoria específica sobre a matéria.
O Conselho Fiscal manteve o assunto em pauta, aguardando
resposta da Patrocinadora Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras.
O Presidente do Conselho Fiscal encaminhou a carta ao Presidente
da Petros solicitando que seja apresentada ao Conselho Fiscal a posição
atualizada da Fundação em relação aos inadimplementos ocorridos com os
investimentos realizados através do BVA.
O Conselho Fiscal decidiu ainda encaminhar nova carta à
patrocinadora Petrobras em 18-07-2013, alertando que o não envio de resposta à
carta de 18-01-2013, ensejará que o assunto seja remetido à Previc.
O Conselho Fiscal solicitou a presença de um representante da
Diretoria Executiva para prestar esclarecimentos referentes aos investimentos
da Petros junto ao Banco BVA e sua então administradora de recursos Vitória
Asset Management. O referido esclarecimento se faz pertinente em razão da
notícia veiculada no jornal Valor Econômico do dia 05-08-2013, de que duas
Fundações estariam movendo ação contra o Banco Central do Brasil por
deficiências na fiscalização.
O Gerente Executivo de Crédito Privado explicou que as duas
fundações entraram na justiça por terem investimentos no FIP Patriarca, o que
não é o caso da Petros. Ainda, apresentou a situação atual dos investimentos
realizados pela Fundação relacionados com o Banco BVA.
Nessa apresentação, o Conselho Fiscal registra que os valores
intitulados como Saldo Devedor em 31/07/2013 são apenas valores contábeis, já
deduzidos portanto das respectivas provisões legais para devedores, e não
representam a realidade do que a Petros deixou de receber dos referidos
investimentos. O que a Fundação teria a receber, atualmente, seriam os valores
intitulados Saldo Devedor em 31/10/2012, devidamente corrigidos pela
rentabilidade dos títulos. O montante dessa dívida não foi informado pela
Petros.
Tendo em vista não ter ocorrido a resposta da patrocinadora
Petrobrás a nenhuma das duas cartas anteriormente enviadas solicitando
auditoria nos investimentos, o Conselho Fiscal decidiu enviar carta à Previc em
10 de outubro de 2013, reportando toda a situação e solicitando as providências
cabíveis.
Até o momento a Previc não se pronunciou a respeito junto ao Conselho
Fiscal da Petros
Assinam:
Epaminondas de Souza Mendes
- Presidente do Conselho Fiscal da Petros
Ronaldo Tedesco Vialrdo - Conselheiro
Fiscal da Petros

