É NECESSÁRIO INFORMAR CORRETAMENTE - III
Em 2003, todas as entidades representativas
de participantes e assistidos da Petros, unidas no CDPP - Comitê em Defesa dos
Participantes da Petros, definiram a composição de chapas para as primeiras
eleições para os Conselhos da Petros e nos coube, como o candidato mais votado para
o Conselho Fiscal, a sua presidência.
Pela primeira vez, as
Demonstrações Contábeis e a Gestão da Petros foram reprovadas e com
recomendação ao Conselho Deliberativo (recém criado como sucessor do Conselho
de Curadores) que não as aprovasse e, consequentemente, não renovasse os
mandatos dos diretores.
Naquele parecer já constava
que o cálculo do montante do passivo previsto para suportar o custo da “Família
Real” estava sendo aferido de forma incorreta, com metodologia inadequada.
Portanto, não é segredo para
ninguém que uma das maiores causas do déficit de R$ 16,4 Bilhões em 2015 foram
os R$ 5,2 bilhões do ajuste errôneo da Família Real que apontamos em 2003.
Os outros R$ 3,4 Bilhões se
derivaram da correção do erro pelo corte no pagamento dos benefícios, a aplicada incorretamente durante anos. O ajuste
desta incorreção, apontado exaustivamente por todos os Conselheiros eleitos
durante vários anos, foi considerada e levada ao passivo somente em 2015.
Da mesma forma, temos os R$ 1,3
bilhões levados ao passivo do Plano em 2015, pelo acerto da incorporação por
determinação administrativa de ganho real obtido nos ACTs de 2004, 2005 e 2006,
aos benefícios em manutenção dos assistidos que não demandaram na Justiça. Tal
custo, com respectivo aporte, deveria ter sido debitado às patrocinadoras pelo
disposto no inciso IX do artigo 48, o que foi denunciado exaustivamente pelo
Conselheiros eleitos e motivo da não aprovação das contas.
O Sindipetro LP promove ação
judicial cobrando esta dívida das patrocinadoras. Então que surpresa é esta dos
tais candidatos neófitos?
Então, aí já temos há muito
tempo conhecidos os R$ 9,9 bilhões dos
R$ 16 bilhões.
Sem considerar os demais
fatores, é importante se afirmar que todas as causas estruturais acima citadas foram
devidamente informadas em matérias publicadas pelos Conselheiros eleitos.
Então, para chegarmos nos R$
22 bilhões é porque o PPSP herdou R$ 6 bilhões acumulados de 2013 + 2014. Isto
porque de 2007 até 2012 o Plano Petros do Sistema Petrobras registrou superávits
sucessivos acumulando R$ 3 bilhões até 2012.
Cabe registrar ainda que,
neste período, embora tenham ocorrido superávits, os Conselheiros eleitos, tanto
Fiscais como Deliberativos, não aprovaram as contas e nem as gestões e,
portanto, se os dirigentes da Petros tivessem corrigido os erros apontados e as
patrocinadoras pagas quitado as dívidas, o PED assassino não existiria e, ao
invés dele, um ajuste dos PPSPs perfeitamente suportável.
Finalmente, como foi que de R$
22 bilhões o PED chegou a 27? Muito simples:
O senhor Walter Mendes e os demais
Diretores não cumpriram o determinado pela legislação e, para não serem
punidos, propuseram um Termo de Ajuste de Conduta – TAC e a PREVIC concordou,
adiando a proposta de PED de dezembro de 2016 para dezembro de 2017 e
aumentaram em R$ 5 bilhões o PED que se transformar definitivamente em R$ 27 bilhões
“O Assassino” .
Nessas eleições, nada de
aventura!
Vamos votar e ganhar com as
duplas com experiência e conhecimento e fazer a renovação com conhecimento.
Conselho Deliberativo 54
Conselho
Fiscal 42
Paulo Teixeira Brandão
APAPE e AEPET BR 

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