A MOBILIZAÇÃO POLÍTICA DA
CATEGORIA DEU RESULTADO E PRECISA SER MANTIDA ATÉ QUE O PROJETO SEJA APROVADO E
PUBLICADO.
Este
projeto foi proposto e aprovado no Senado e agora tramita na Câmara. O objetivo
é tentar reduzir participação dos trabalhadores na gestão das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar -EFPC, os chamados Fundos de Pensão. Entretanto, felizmente,
foi alterado como proposta do Deputado Relator na Câmara dos Deputados.
O PLP
268/16, proposta que restringe a participação dos trabalhadores na gestão dos
chamados fundos de pensão, como a Petros, pode voltar ao debate na Câmara dos
Deputados, onde tramita em regime de urgência. Desta vez com nova perspectiva
em favor dos participantes.
A mudança
de rumo veio porque o deputado Jorginho Mello (PR-SC), relator da matéria na
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara, incorporou em
seu parecer várias sugestões de entidades de representação dos participantes e
assistidos, entre elas a FIDEF – Associação que congrega dirigentes -diretores
e conselheiros - eleitos pelos participantes e assistidos de entidades
patrocinadas por empresas estatais e ANAPAR. As sugestões apresentadas por entidades
representativas de participantes e assistidos foram contempladas pelo relator e
são fundamentais para a melhoria da matéria.
Entre as
sugestões acatadas pelo deputado está o
fim do voto de qualidade atribuída pelas atuais Leis Complementares 108 e 109
ao presidente do Conselho Deliberativo que é o Conselheiro indicado pelas
patrocinadoras. Isto é o que vigora
atualmente e que desequilibra a correlação de forças entre participantes,
assistidos e patrocinadoras nos fundos de pensão de empresas patrocinadas como
às do Sistema Petrobras. Nesses fundos, metade dos membros do conselho
deliberativo é eleita pelos participantes e assistidos, sendo a outra metade
indicada pelas patrocinadoras, dentre estes o presidente, que tem o voto de desempate.
Outro
ponto importante alterado na proposta original vinda do Senado, de autoria do
senador Valdir Raupp (MDB-RO), é a exclusão
dos “conselheiros independentes” na composição das instâncias de decisão
dos fundos de pensão, estes profissionais de mercado totalmente alheios aos
interesses dos participantes e assistidos, destinatários finais dos recursos
administrados, no nosso caso pela Petros.
Da forma
como está o texto original aprovado no Senado, os trabalhadores perdem representatividade
nas Fundações. Isso porque os representantes dos patrocinadores, juntamente com
os “conselheiros independentes”, constituirão ampla maioria na gestão dos
fundos de pensão para ditar as regras das políticas de investimento, fazer
alterações nos regulamentos dos planos e nos estatutos, entre outros do
interesse patronal e do mercado. Isto é tudo que o “Sistema Financeiro”
quer há muito tempo.
Apesar destes
s avanços precisamos continuar mobilizados, pois não há garantias de que seja o
projeto aprovado da forma mais favorável aos participantes e assistidos. Ainda
há possibilidade de o projeto original do Senado voltar à tramitação.
A UNIÂO nesta luta é fundamental para a vitória
final.
Paulo Teixeira Brandão
Diretor
da AEPETDiretor Jurídico da APAPE
Conselheiro Fiscal da Petros
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