* Um artigo de Ronaldo Tedesco
Prezados
participantes e assistidos da Petros,
No
dia 15/04 o Conselho Fiscal da Petros (CF) foi convidado pelo Comitê
Estatutário de Auditoria do Conselho de Administração da Petrobras
para uma apresentação dos seus membros, da sua forma de
funcionamento e dos principais problemas que a Entidade vem passando. Estiveram presentes pelo C.A. da Petrobras os conselheiros Francisco Petros, Jerônimo Antunes e Walter Mendes
Os conselheiros titulares e suplentes, indicados e eleitos estiveram
presentes - Ronaldo Tedesco, Fernando Siqueira (titulares eleitos) Paulo Brandão (suplente eleito), Márcio Branco e José Eduardo Tavares Sobral Pinto (titulares indicados) e Patrícia Mirandola (suplente indicada) - explicitando não somente os problemas da Petros, como
também as dificuldades por que nossa atuação vem passando no
exercício de fiscalização contábil e de gestão que temos, por
obrigação legal. Como Presidente do Conselho Fiscal, coube a mim a apresentação dos fatos, sendo que todos os conselheiros puderam se manifestar e demonstrar suas preocupações ao C.A. da Petrobras.
Foram
apresentados os números da Petros nos últimos 12 anos e os
pareceres do CF rejeitando estas contas, baseados nos argumentos
fundamentados a seguir:
-
Não concordância com critérios e premissas do cálculo das
reservas matemáticas do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP)
-
Não cobrança das dívidas das patrocinadoras com o PPSP
-
Não cobrança de dívidas judiciais e não interposição de ações
cobrando regresso das patrocinadoras
-
Não concordância com a precificação de diversos ativos, entre
eles: Invepar, Sete Brasil, Litel etc.
-
Acordos da companhia com os sindicatos que oneram indevidamente o
PPSP
-
Não concordância com a excessiva exposição a riscos do PPSP
(renda variável, investimentos estruturados etc).
-
Utilização imprópria dos recursos administrativos do PPSP e do
PP-2 pelos demais planos administrados pela Entidade
-
Orçamento deficitário que compromete a perenidade do Fundo
Administrativo
-
Aquisição de investimentos que colocam em risco o patrimônio da
Petros (Ex.: Sete Brasil, Belo Monte etc.)
-
Legislação permissiva e exposição às patrocinadoras
- Auditoria dos investimentos levados a perda e os desdobramentos que o Conselho Fiscal está dando
- Auditoria dos investimentos levados a perda e os desdobramentos que o Conselho Fiscal está dando
Todos
estes problemas foram detalhados exaustivamente pelos conselheiros fiscais. A reunião, que era prevista para 1 hora, acabou se estendendo por mais
de 2 horas. Reiteradas vezes o CF afirmou aos conselheiros da Petrobras que nossas manifestações, a partir do método de trabalho que optamos por desenvolver, será sempre através de fatos e dados comprovados tecnicamente, ficando o juízo de valor, que foi inúmeras vezes solicitado pelos conselheiros da Petrobras, a cargo da avaliação que estes conselheiros fariam a partir das informações prestadas.
Foi
a primeira vez que o Conselho Fiscal da Petros foi convidado a se
reunir com membros do Conselho de Administração da Petrobras.
Aparentemente, esta preocupação poderia ser favorável em alguns
sentidos para nossa atuação se os comentários feitos pelos
conselheiros da Petrobras forem predecessores de atitudes firmes em
defesa dos interesses dos participantes e assistidos da Petros. Esta
situação, entretanto, é inusitada, no mínimo, e pode não se
desdobrar da forma como esperamos e precisamos.
Uma
das questões colocadas pelo Conselho Fiscal foi que a Petros, que já
informou à Petrobras desde 13/01/2016 os seus resultados de 2015,
até agora não passou para o Conselho Fiscal suas demonstrações
contábeis. Entendemos que a prestação de contas da Petros,
ocorrendo após a prestação de contas da Petrobras, assevera os
riscos de pressão dos patrocinadores sobre os seus resultados,
comprometendo a independência e autonomia da entidade. Sobre este
aspecto específico, os membros do C.A. da Petrobras se manifestaram
por imediatamente resolver, possibilitando que no ano que vem o
calendário seja revisto. Vamos acompanhar.
Como afirmamos aos Conselheiros da Petrobras, esta reunião ocorreu com 12 anos de atraso, mas nossa esperança de que o C.A. da Petrobras possa contribuir se soma a um trabalho incansável pelo aprimoramento da Petros em defesa dos interesses dos participantes e assistidos da Entidade.
Forte abraço,
Ronaldo Tedesco
Como afirmamos aos Conselheiros da Petrobras, esta reunião ocorreu com 12 anos de atraso, mas nossa esperança de que o C.A. da Petrobras possa contribuir se soma a um trabalho incansável pelo aprimoramento da Petros em defesa dos interesses dos participantes e assistidos da Entidade.
Forte abraço,
Ronaldo Tedesco
* Ronaldo Tedesco é o atual presidente do Conselho Fiscal da Petros, gestão 2013-2017

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