quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sobre o ativo do Banco Cruzeiro do Sul




Artigo de Ronaldo Tedesco Vilardo*


Desde o dia 4 de junho de 2012, solicitamos à Presidência do Conselho Deliberativo da PETROS, Diego Hernandes, um informe da Diretoria Executiva da Entidade a respeito do ativo financeiro da PETROS com o Banco Cruzeiro do Sul, ora em intervenção pelo Banco Central.
Até o momento, não obtivemos resposta ao pleito.
Hoje a FUNCEF - fundo de pensão dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal - divulgou nota a respeito do caso. Até agora a PETROS não informou aos participantes qualquer informação que pudesse trazer tranquilidade a todos os interessados. A despeito de nossos pedidos.
Este relato é apenas para que os participantes tenham noção das dificuldades que temos encontrado no exercício de nosso mandato, conforme relatamos seguidamente a todos.
Não consideramos ainda que a PETROS tenha errado no investimento, nem que haja prejuízo ao nosso patrimônio. Mas a transparência é um valor inestimável e fundamental que deve ser perseguido,
Abaixo a nota da FUNCEF para conhecimento de todos.
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Funcef: Nota de Esclarecimento - Banco Cruzeiro do Sul
O Banco Central decretou em 04 de junho de 2012 a intervenção no Banco Cruzeiro do Sul. A instituição carioca foi colocada sob o Regime de Administração Especial Temporária (RAET), pelo prazo de 180 dias, o que significa que os atuais controladores foram afastados e a gestão está sendo feita pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição criada com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no País.
Visando esclarecer seus integrantes, a FUNCEF informa que possui ativos de emissão do Banco Cruzeiro do Sul, na modalidade DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial). Esses investimentos contam com a segurança oferecida pela cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro do limite de cobertura de R$ 20 milhões para cada instituição/conglomerado financeiro (CNPJ).
O total investido pela Fundação em carteira própria contabiliza cerca de R$ 17 milhões, até 04 de junho de 2012. Também há aquisições feitas por gestores terceirizados, no valor de R$ 16 milhões por um fundo de investimento administrado pelo banco BTG Pactual, e de R$ 5 milhões em dois fundos administrados pela  Caixa. Como foram feitas por instituições distintas, todas as aquisições estão protegidas pelo FGC, pois se encontram dentro do limite de cobertura estabelecido.
Destacamos que em caso do regime de intervenção evoluir para liquidação, o FGC deverá pagar os DPGE’s em até 3 dias úteis após a decretação da medida pelo Banco Central. Portanto, a FUNCEF não corre nenhum risco de perda dos recursos investidos no Banco Cruzeiro do Sul.
É importante ressaltar que as operações de captação do banco, previstas no estatuto do FGC, somente serão exigíveis quando de seu vencimento ou na hipótese de decretação de uma das modalidades de regime especial previstas no estatuto (intervenção, liquidação extrajudicial ou falência).
No caso do RAET não há o pagamento antecipado dos ativos pelo FGC. Já que os negócios do banco são mantidos, podendo a instituição realizar todas as operações para as quais está autorizada. Em consequência, é preservada a relação dos credores e dos devedores com a instituição. Assim, tanto os compromissos de terceiros com a instituição quanto as suas dívidas continuam a vencer nos prazos originalmente contratados. (Funcef/AssPreviSite)


*Ronaldo Tedesco Vilardo é Conselheiro Deliberativo da PETROS indicado pelo CDPP - Comitê em Defesa dos Participantes da PETROS - e eleito pelos participantes

Um comentário:

  1. Vocês deveriam comentar essa outra reportagem: a PETROS e a FUNCEF investiram R$ 68 milhões na FALIDA GRADIENTE.

    IGB Eletrônica, antiga Gradiente, tem falência decretada

    Os produtos da marca Gradiente estão longe dos olhos do brasileiro desde 2006, quando, sufocada pela concorrência das marcas coreanas de televisores, e sem conseguir quitar dívidas com bancos e fornecedores, a empresa saiu do mercado



    15/06/2012 | 19:19 | Agência O Globo




    A IGB Eletrônica (antiga Gradiente) informou ao mercado que uma decisão judicial decretou sua falência. O pedido foi feito por um cliente que desembolsou R$ 3 mil para consertar um aparelho da marca há cinco anos. A Justiça acatou a solicitação e, portanto, decretou a falência.

    Ainda no comunicado, a IGB informa que a dívida já foi quitada em acordo. Por esse motivo, a companhia "requereu a reconsideração do despacho e a consequente desconstituição da falência então decretada".

    Os produtos da marca Gradiente estão longe dos olhos do brasileiro desde 2006, quando, sufocada pela concorrência das marcas coreanas de televisores, e sem conseguir quitar dívidas com bancos e fornecedores, a empresa saiu do mercado. Agora, com investimento de R$ 68 milhões feito por quatro investidores, entre eles os fundos de pensão estatais Funcef (Caixa Econômica Federal) e Petrus (Petrobras), a marca está voltando ao mercado nacional pelas mãos da Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD).

    ResponderExcluir